quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O pescador e o mar

Lá vai ele, faça chuva ou faça sol. Todo dia é a mesma coisa. Levanta muito cedo, sobe no barco e vai enfrentar o mar. Para muitos, como eu, é uma rotina com pouco sentido, mas para o pescador é lá que está seu sustento. Para a família é sempre um sufoco ver um esposo, um pai adentrando um espaço repleto de perigo que é o mar.

O mar é perigoso, é gigante, é amedrontador. O mar tem seus segredos, tem vida. O mar é azul, as vezes verde e em dias carrancudos é cinza. O mar é misterioso, atrai os humanos para suas encostas. O mar é a casa das baleias, dos tubarões e de uma infinidade de seres. O mar é mitológico, é infinito em suas riquezas. Poseidon é o Deus dos mares. 

Mares e Oceanos unem-se, enquanto os continentes separam-se. Os mares reverenciam a lua com seus movimentos.

Superstições e crenças inundam as mentes dos pescadores, mas eles sabem que respeitar o mar é condição para o regresso.

"Faça tudo, busque o impossível, mas meu amigo, respeite o mar. O sábio marinheiro sabe que ele jamais venceu uma tormenta, apenas e tão-somente apenas, foi o mar que deixou ele passar." (carta recebida por Amir Klink, do amigo Hélio - Livro Paratii-Entre dois Pólos) .





Um comentário:

Agamenon Plait disse...

Rui,
Belo texto. Gostei muito do que vi. Parabéns.
Voltarei para me atualizar.
Levo conceitos para meu blog. Muito obrigado.
Sucesso sempre, foco contínuo.
Forte abraço,
agamenonplait.blogspot.com