sábado, 13 de setembro de 2008

Russos no Paraná

Nos anos 50 do Século passado, um grupo de russos brancos, como são chamados, veio parar no Paraná, mais precisamente entre as cidades de Ponta Grossa e Palmeira e ali fundou a Colônia Santa Cruz, onde vivem mergulhados em suas tradições. Ortodoxos na religião, fugiram do comunismo russo, e de lá se espalharam pelo mundo para paises como Canadá, EUA, Bolívia e Brasil. Elas, "as penélopes" se casam depois de um breve namoro, quase sempre com rapazes da mesma comunidade, assim mantendo um traço da tradição. Tradição, aliás, é o que determina o destino deles, desde a vestimenta até o lazer. As mulheres, desde pequenas se vestem com longos vestidos, descendo até os pés, com mangas longas e fechados até o pescoço, sempre com uma faixa na cintura. Usam cabelos longos, presos em uma trança, as solteiras, porque as casadas fazem duas tranças e podem amarrar um lenço sobre a cabeça, formando um conjunto de rara beleza.

Já os homens, desde cedo usam um camisolão, de cor única, com mangas compridas e fechadas até o pescoço. Na cintura amarram uma fita de cor diferente da camisa. Nunca cortam a barba. Todos se mantêm fieis às tradições do trabalho no campo, mas com um pé no progresso. Não é raro vê-los praticando negócios na cidade, em bancos e em casas comerciais. Nomes como Yukanow, Evdoquia, Nikita e Agafia, o uso da linguagem russa, a vestimenta tradicional, religião cristã ortodoxa, cabelos longos e a primeira refeição do dia reforçada por carne e legumes, fazem dessa comunidade um mundo completo, recheado de mistérios.

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